13 de abril de 2018

A boa filha a casa torna.





Pensei em várias maneiras de como recomeçar o blog, mas de todas as minhas ideias achei melhor começar me apresentando e contando um pouquinho de quem eu sou.

Tenho 27 anos, moro em São Paulo e sou confusa (não confundir com indecisa, já que, normalmente, sei, pelo menos, o que não quero). Vivo cansada... Cansada mentalmente e fisicamente, acho que isso ainda é da minha depressão, que apareceu quando eu tinha 12 anos e nunca mais foi embora.

Tenho dislexia, o que significa que meu cérebro não funciona do mesmo jeito que o da maioria, e na verdade eu adoro esse fato sobre mim! A dislexia me fez precisar buscar caminhos alternativos para aprender. Eu não aprendo de forma linear, preciso relacionar coisas novas a coisas antigas, criando conexões que não são sempre lógicas... Isso me deu duas vantagens extraordinárias: minha capacidade de enxergar soluções que ninguém viu e a minha criatividade infinita!

Minha memória é muito boa, principalmente minha memória visual. Eu me lembro de cenas como se elas tivessem acabado de acontecer, lembro do rosto de muitas pessoas, mesmo que eu não tenha convivido diretamente com elas. Só tem um problema: eu sou péssima com nomes. O que já me causou algumas saias justas. Eu também lembro de fatos bizarros sobre as pessoas com quem eu convivo, e quando eu falo sobre esses fatos com as pessoas elas têm, normalmente, duas reações: elas se assustam, porque nem lembravam disso ou porque achavam que isso tinha ficado escondido para todo o sempre, ou elas ficam admiradas de alguém lembrar desse detalhe.

Por último, fiz quatro faculdades (economia, engenharia mecânica, engenharia elétrica e biologia), mas não me formei em nenhuma. Tem gente que me diz que isso foi uma enorme perda tempo, e passei muito da minha vida acreditando nisso, mas quando olho para tudo que eu aprendi e para todas as minhas vivências percebo que eu não seria nem metade do que sou sem que tudo isso tivesse acontecido.

Nenhum comentário: